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MOBILIZAÇÃO PELA APROVAÇÃO DA PEC 446/300 PROTESTO NACIONAL
É uma vergonha a não votação da PEC 446/300. A desculpa foi a invasão no salão da câmara. Que invasão? Eles proibiram a entrada dos policiais, que também são cidadãos, para assistirem as votações no plenário. Isso foi apenas um subterfúgio. A realidade foi o conchavo entre os governadores com os líderes dos partidos e Lula (que decepção! não votem mais nele, nem tão pouco no Serra - votem em branco). Os deputados se acovardaram em seus gabinetes. Como pode uma PEC ser votada em 1º turno por unanimidade e não ser votada em 2º turno? PEC esta que teve mais de dois milhões e trezentas mil assinaturas e seis milhões de acessos na Intranet da Câmara do Deputados, algo jamais visto no Brasil. Por que tanta procrastinação? Como pode um país num estado de violência que assistimos não investir nos salários dos policiais? Também acrescento, aqui, os colegas professores, médicos e outros profissionais, que realmente trabalham para a sociedade. Quais os benefícios que os políticos trazem, com seus salários diretos e indiretos? (mordomias e caixa dois). Queria ver se as suas remunerações fossem fixadas em três salários mínimos. Será que eles queriam exercer a “politicagem”? Vocês queriam senhores: Temer, Vacarezza, Inocêncio, Fernando Ferro, Serra, Lula…? (todos, farinha do mesmo saco).
Sempre votei no Lula, hoje não voto mais. Decepciono-me quando vejo o Lula abraçando o Collor. Outrora, o seu algoz. Lembram-se deste - O confiscador - O mal que ele fez ao país, este que provocou desespero e até suicídio de alguns brasileiros. Ele está de volta. A política brasileira é um teatro, com péssima peça trágica, sem emoção alguma e só quem tem mau gosto compra o bilhete para assisti-la.
O que estamos presenciando na “câmara dos deputados” - Escrevo, aqui, com letras minúsculas intencionalmente, pois essa instituição atual não merece o crédito de ser mencionada em Maiúsculas -, é uma imoralidade, atitudes aéticas e arbitrárias, A SOCIEDADE BRASILEIRA deve despertar, não confiar nestes políticos, votar consciente, escolher novos nomes, oxigenar a política. Esses enganadores que estão aí, principalmente esses antigos, velhas raposas, que não tem nenhum compromisso com o social, devemos execrar, expurgar da política.
Eles querem aprovar outras Medidas Provisórias e Leis, pois irão derramar fortuna nos cofres públicos para os empresários se fartarem depois com licitações absurdas, superfaturamentos e empréstimos sem certeza de liquidação, com perdão de dívidas - lembrem-se dos PROER da vida - Para os brasileiros taparem o rombo posteriormente com seus impostos. Sabe-se que os políticos em grande percentual são os próprios empresários. Isso está explicado por que esse interesse. É uma fonte inesgotável. PEC’s (Projetos de Emenda Constitucional) para melhoria de salários de trabalhadores não trás benéfices para os homens do colarinho branco. Então, não há interesse de aprová-las.
No caso particular dos policiais isso é um absurdo, como pode investir em segurança, sem melhoria salarial, apenas com merrecas de bolsas de estudo, para uma fatia dos policiais - verdadeiros cala a boca.
As melhores organizações do mundo investem no capital maior que é o Capital Humano. Tanto na iniciativa privada, quanto nos entes públicos que tem uma visão de Gestão de Qualidade em seus serviços. Pesquisem e constatar-se-á quanto recebem a polícia americana (de R$ 8.593,91 a R$ 10.780,00), alemã, francesa e façam um comparativo com a nossa. Como é que um país prestes a receber dois eventos de magnitude como a Copa do mundo e Olimpíadas, desvaloriza os policiais que são fundamentais para a segurança, e ainda quer entrar no rol dos países desenvolvidos. Um dos passos prioritários é bons salários para os seus servidores, não só da segurança, acrescente-se a saúde, educação, entre outros.
De agora em diante, conclamamos a todos os policiais, sociedade, colegas, familiares, parentes, que não votem em nenhum desses políticos, velhos conhecidos.
Vamos nos planejar, para informar, repassar isso na mídia convencional, na internet, a fim de repercutir internacionalmente. Vamos paralisar, realizar greves de advertências, mobilizar os sindicatos de base e pressionar esses irresponsáveis que só pensam em si. Os salários deles variam de R$ 16.000,00 a R$ 24.000,00, vejam o exemplo recente, e que vai ser aprovado, os salários dos defensores públicos. Todavia, para aprovar um salário de R$ 4.000,00 para os policias, que ainda não atende às necessidades da categoria, haja vista a sua função perigosa e arriscada, atrás de bandidos nas ruas, enquanto àqueles ficam sentados enfiados nas poltronas - e alguns dormindo -, compradas com nossos tributos pagos com suor e lágrimas de sangue. E eles ainda ficam especulando projetos, leis em causa própria e nunca pelo social e à classes realmente trabalhadoras, merecedoras de melhorias remuneratórias e qualidade de vida.
Este é um desabafo representativo em nome de todos aqueles que não tem a condição de expressar este sentimento de revolta, constrangimento e decepção para com esses cidadãos que se dizem representantes do povo, todavia são ludibriadores, com seus lobes, armando contra a sociedade brasileira.
Solicitamos aos comandantes dos batalhões, aos chefes e delegados de polícia que sejam sensíveis à causa, pois todos vão sair ganhando, facilitem a mobilização dos seus servidores.
Eles estão armando de lá; nós devemos estrategicamente nos organizar de cá. Este é o jogo amigos. Então, vamos entrar no jogo para valer. Não há mais espaço para conversa. Agora a negociação é na rua. Vamos chamá-los para jogar na rua com a sociedade. Vamos ver se eles agüentam a pressão da sociedade.
De forma pacífica, vamos repassar contatos entre os batalhões, aos representantes de classe, sindicatos e fazermos uma mobilização nacional e conscientizar a sociedade através dos meios de comunicação, da armação vergonhosa, articulada por esses farsantes, arbitrários do poder - Montesquieu treme em seu túmulo, sentindo que esses ultrajantes distorcem do que ele idealizou, no que tange a tripartição dos poderes - não há autonomia, e as interferências, ingerências, os interesses de grupinhos usurpam os direitos de trabalhadores merecedores de reconhecimento.
Sabe-se que as Leis são proposições, vontades, promulgações de interesses das classes dominantes, que estão no poder. Todavia, com a pressão popular, com o manifesto vindo das ruas, torcemos os braços dessas elites que se fartam das regalias. Isso é chamado de distribuição de renda. Dividir o que se arrecada com a sociedade e as classes trabalhadoras.
NÃO VAMOS PARAR!
LUTEMOS PELA NOSSA REINVINDICAÇÃO ATÉ CONSEGUIRMOS A NOSSA VITÓRIA EM NOME DE DEUS.
Maria Ana Silva
Sem comentários »Policial, voçe também pode participar da Luta pelo Piso Salarial
Colega Policial,
Chegou a hora de voçe também participar da luta em favor do Piso Salarial Nacional. Fale com os deputados federais do seu Estado e peça pra ele vir para Brasília no dia 3 de agosto de 2010 votar o 2º turno da PEC -446/300. É importante que nós policiais também peçamos ajuda de nossos parentes para que façam o mesmo, procure o parlamentar mais próximo da sua família e cobre dele a sua participação na Câmara Federal nesta data. Dia 3 de outubro será o dia da nossa gratidão e aí saberemos eleger quem de fato tem compromisso com a Segurança Pública.
Valorizar o Policial é sem sombra de dúvida, investir na Segurança Pública. Não podemos mais conceber quaisquer iniciativas dos nossos governantes de melhorar as intituições policiais se essa inicitaiva não começar corrigindo os salários de quem investe a própria vida em prol da vida!
Vamos à luta e a Vitória.
Janio Bosco Gandra
Presidente da Cobrapol
Desabafo Baiano
Desabafo Baiano
ONDE ESTÃO OS OUTROS ESTADOS QUE SE COMPROMETERAM A PARALISAR POR TEMPO INDETERMINADO, PELO VISTO A BAHIA FICOU COMO ÚNICO FOCO DE RESISTENCIA E LUTA PELA APROVAÇÃO DA NOSSA PEC. ATÉ MERECIA SER DESTAQUE NO SITE DA COBRAPOL JÁ QUE ESTAMOS COM 18 DIAS DE GREVE MESMO COM AS AMEAÇAS DE ILEGALIDADES E CORTE DE PONTOS DOS SERVIDORES POLICIAIS.
BAHIA EXEMPLO DE INTEGRAÇÃO E FORÇA NA LUTA!!!!!!!!
OS POLICIAIS BAIANOS PEDEM ESTE RECONHECIMENTO PELA GARRA E DETERMINAÇÃO.
FAVOR COLOCAR NO SITE DA COBRAPOL
Bernardino Gayoso
71 87231252
BOLSA FORMAÇÃO, NEM COMEÇOU E ACABOU!
BOLSA FORMAÇÃO, NEM COMEÇOU E ACABOU!
Sempre tenho dito, que tudo que possa ser vantajoso e benéfico para os policiais é recheado de dificuldades e aparecem meio mundo de pessoas para acarretar infortúnios, como ser policial, fosse sinônimo do atraso. As expectativas em torno da bolsa formação do PRONASCI/MJ e a alteração dos valores recebidos como salários limites, vencimentos e subsídios, que antes eram R$1.700,00 bruto passou para R$ 3.200,00, abrindo um leque interessante e que iria aumentar ao final do mês mais R$ 443,00 na conta dos trabalhadores policiais inscritos. Acontece, que inicialmente a data de inscrição foi adiada para o dia 27, e nas primeiras horas do dia 27 ainda não estava disponível no site, entretanto as 19:00 deste mesmo dia, já haviam sido encerradas, pois atingiu o numero máximo de participantes, que segundo o próprio site de inscrição do PRONASCI foi de 200.000 inscritos. Agora, o mais lamentável a meu ver, foi que ninguém sabia que os critérios estabelecidos, pois, os estados com menor numero de policiais (no caso, o Maranhão), na origem já estavam prejudicados, porque estávamos disputando as inscrições em pé de igualdade com outros entes da federação com um maior numero de policiais, exemplo: São Paulo, Minas Gerais , Bahia…Já que disponibilizaram quatro dias de inscrições, deveriam pelo menos limitar as inscrições em torno de 50.000 por dia, dando oportunidade a todos.
Eu mesmo fique prejudicado e sou o exemplo vivo desta situação desigual, já sou aluno PRONASCI e tentei fazer minha inscrição nas primeiras horas do dia 27 e o site ainda não estava disponível e a posteriori no mesmo dia, quando tentei de novo, já havia sido encerrado por ter atingido o limite máximo permitido, fatos estes, que aconteceram com centenas de policiais civis e militares do Maranhão. Até quando seremos o “azarão” e teremos que correr por fora.
Gostaria de saber quais os critérios para selecionar os policiais para a bolsa olímpica, pois, já criará uma divisão com salários diferenciados, e voltaremos a mesma ciranda desigual, não temos condições de concorrer em pé de igualdade com os outros estados, já que não somos sede e não existe parlamentar do Maranhão que se interesse pela nossa causa.
Amon Jensen
Presidente do Sinpol-MA
A carreira única é fator estratégico de sobrevivência
A carreira única é fator estratégico de sobrevivência
(*) Por Luiz Henrique Viacava

As Polícias Civis do Brasil não possuem visão de futuro institucional. Para implantar uma visão de futuro é preciso haver uma estratégia que integre este conceito, que por sua vez se desdobra em alguns fatores táticos que serão os pilares de seu programa de implantação. Um desses pilares é a carreira única na Polícia Civil para sua própria sobrevivência. Enquanto pendurar a visão “de olhar para o próprio umbigo” para levar vantagem apenas pessoal, qualquer idéia de reforçar o conjunto fica prejudicada.
Pois bem. Se a visão de futuro passa por conceitos de estratégia, mais especificamente por um planejamento estratégico, o primeiro passo é saber o que se quer. Podemos citar desejos que inspiram a maioria dos policiais civis, por exemplo: “-quero ter o mesmo salário dos policiais civis de Brasília/Distrito Federal; quero ter as mesmas condições de trabalho e o nível de investimento financeiro que é dado a Polícia Federal; quero ter uma instituição com imagem forte igual ou superior ao comprometimento positivo que os japoneses dedicam às suas organizações públicas e privadas; Quero ter o mesmo grau de unidade corporativa de carreira única do FBI, o qual possui somente um cargo em sua estrutura”. Citamos esses quatro exemplos apenas como idéia de uma visão de futuro.
Então, isso é o que eu quero para mim enquanto profissional e o que desejo para a minha instituição. Correto?
Mas aí surge outro desafio. Um problema de comportamento do ser humano do século XXI que é a Síndrome do Curto Prazo, mal perigoso sofrido por muitas pessoas, onde o sintoma é a ansiedade por resultados imediatos, resistentes a planejamentos que visam metas a médio e longo prazo, ou que durem mais do que suas percepções de visão, aquela do “aqui e agora”. É uma doença que atinge o mundo policial civil em que alguns profissionais de direção não conseguem visionar o futuro. O exemplo concreto são as estruturas orgânicas das Polícias Civis que sequer prevêem um setor de estratégia corporativa e de gestão técnica institucional, e quando contemplam isto é apenas no papel (para algum delegado ganhar uma função gratificada deste setor), ou mesmo estando estruturado fisicamente o seu corpo funcional não é capacitado tecnicamente ao menos com um “cursinho” básico de gestão de projetos.
O avanço institucional através da Carreira Única
Explicado os desafios acima e os argumentos conceituais, onde a carreira única se qualifica como um pilar estratégico de sobrevivência?
Cada vez mais as Polícias Civis são vítimas de usurpação de suas atribuições pelas Polícias Militares. Já não é mais questão de ameaça. A usurpação é uma realidade concreta, incontestável.
Para entender porque as PMs fazem isto, precisamos saber qual o argumento embutido para conquistar a empatia dos integrantes de governos, Ministério Público e de alguns do próprio Poder Judiciário. Nesse ambiente de forças externas temos que a estrutura de pessoal das PMs é numerosa e o oficialato possui tempo para pensar. A bem da verdade, elas também sofrem o assédio de esbulho de seu espaço motivado pelas Guardas Municipais. O campo de batalha é político parlamentar para as PMs do Brasil, mas a história evidencia que países com a democracia consolidada caminham em direção à municipalização dos serviços públicos. A estratégia das PMs não pode remar contra a maré, querer contrapor a onda social global, e nisto restou atacar quem é fraca e está dividida em sua unidade corporativa que é a Policia Civil.
Especulando dessa forma a carreira única é o contrapeso do ambiente interno em relação às forças externas. Para simplificar os conceitos, proponho estabelecer quatro pontos importantes, sendo o último ponto de natureza anímica. Então, partimos de um tripé argumentativo para a sobrevivência da Polícia Civil tendo a carreira única como a força interna. Nesse tripé temos (1) a concepção do trabalho policial no campo operacional jurídico, (2) o risco inteligente ao nível operacional, (3) Desenvolvimento pleno da atividade judiciária, (4) implantação da imagem corporativa.
A concepção de trabalho policial no campo operacional jurídico.
A concepção de trabalho policial é de auxilio ao poder judiciário através da função investigativa de um fato ou delito. Portanto, o crime já ocorreu. A Polícia Civil é auxiliar do Poder Judiciário. Portanto, a concepção de trabalho se expressa na investigação policial. Nisso concordamos. A natureza do trabalho policial é investigativa e se expressa num documento denominado de inquérito policial ou relatório policial. Tal conceito obriga que seu corpo funcional precisa de conhecimento no campo jurídico a nível operacional. Quem são os atores nesse cenário? Os delegados de policia na condição de dirigentes e os agentes de polícia como assessores da função policial judiciária. A função policial é uma atividade complexa e o delegado é o coordenador da atividade. Ele próprio, o delegado, enquanto carreira jurídica, não é ninguém se os agentes, estes enquanto função técnico jurídica não forem comprometidos com as causas policiais dessa atividade complexa. É complexa para ambos. Um depende do outro. Se há dependência ambos estão no mesmo nível operacional, inclusive de conhecimento, tanto o delegado quanto o agente. Só aqui já se firmou a necessidade de implantar a carreira única, sendo ineficaz manter carreiras policiais distintas numa mesma estrutura de cargos na Polícia Civil, pelo menos no campo operacional jurídico. O mesmo vale para a Polícia Federal.
O risco inteligente no nível operacional
Abrindo um parêntese, o Conselho Nacional de Justiça-CNJ bateu o martelo ao afirmar que os agentes de polícia possuem função técnico-jurídica, em certidão do Parecer 1238 daquela Casa, em aprovação unânime. Assim sendo, o delegado não é mestre de oficina, pois se a natureza da atividade é investigativa, e comportam graus de complexidade dessa função, o risco inteligente é para ambos os atores, para quem coordena a atividade e para quem assessora a estratégia para a ação ser eficaz contra alguém que também possui inteligência, o autor do delito.
Se o policial está ameaçado pelo risco inteligente, a profissão não pode ter parâmetro no mercado de trabalho na dicotomia mestre e auxiliar. Isto é, uma carreira exclusiva para delegados não pode ser similar ao gerente de uma empresa de serviços em um determinado mercado, que nesse caso até se admite a diferenciação salarial significativa a maior para com os demais integrantes desta mesma empresa. Não pode haver diferenciação significativa na hierarquia da estrutura de salário nas Polícias Civis, mas isso ocorre em muitos casos pelo fato de haver duas carreiras policiais distintas, ou melhor, existir duas policia numa mesma Polícia se a atividade policial é uma função complexa para todos.
Dividida como está é a brecha por onde vaza a água e vem afundando o navio. Só a unidade corporativa através de uma carreira única na polícia judiciária pode estancar o vazamento, um cargo policial somente. A unidade corporativa fecha a brecha, bloqueia a água e restaura o equilíbrio necessário para manter o navio saudável e seguir seu rumo.
Desenvolvimento pleno da atividade judiciária
A palavra de ordem no mundo globalizado das empresas de sucesso é trabalhar em equipe.
Lembro-me seguidamente de um diálogo interessante entre Alice e o Gato, num dos capítulos de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll:
- O senhor poderia me dizer qual o caminho tomar para sair daqui? Interroga Alice
- Isso depende muito para onde você quer ir. Respondeu o Gato
- Não me importo muito para onde… Retrucou Alice
- Então não importa o caminho que você escolha. Disse o Gato
Os felinos são os animais de maior senso de orientação. Largue um gato a 25km da casa onde ele tinha o sustento e, se ele estiver olhando o trajeto, retornará a mesma casa algum tempo depois. Mas, o diálogo acima, aliás, muito comentado no meio estratégico possui outro sentido, a de que sempre é importante conhecer bem nossas metas, planos, objetivos. Se não conhecemos qualquer atitude parecerá ser a melhor. Escolhemos melhor os caminhos quando sabemos o que queremos. Quais os objetivos que temos para a nossa profissão de policial judiciário e as metas que almejamos? O que é melhor para mim e para a minha instituição?
O primeiro ponto a considerar é saber que prestamos serviço para a sociedade. Atender às expectativas da sociedade, respeitar e exercer a cidadania e até o próprio criminoso que será julgado por outro profissional em razão do trabalho policial é a chave do bom desenvolvimento da atividade policial judiciária.
Tratar com falta de profissionalismo e respeito ao contribuinte que paga o salário do policial quando precisa da polícia é jogar contra si mesmo, é suicídio contra a imagem da categoria, dos colegas e da própria policia judiciária estadual.
O trabalho em equipe implica estabelecer metas, elencar prioridades, atender bem o cidadão necessitado ou vítima de um fato criminal, buscar a eficiência para atingir resultados sempre melhores. Essas são atitudes simples que traduzem engajamento empresarial, comprometimento com o conjunto de atores de uma organização para melhorar o clima e as relações entre seus profissionais.
Adotar critérios de eficiência e produtividade nas corporações policiais é a meta mínima que se pode exigir para alcançar o sucesso na gestão por competência. E nos critérios de competência impõe que haja mobilidade dos quadros funcionais para impedir o engessamento na estrutura de carreiras.
Deve-se considerar o estudo das tarefas ocupacionais em uma análise de cargos, os atributos e qualificações necessários de cada policial para o desenvolvimento da função de policia judiciária. Um exemplo legal é o fato do delegado de polícia receber a tarefa de dirigir a Polícia Civil, está lá escrito na Constituição Federal essa competência. O delegado é quem dirige, mas quem é o administrador da Polícia Civil?
O delegado não foi treinado para administrar e sim apenas para dirigir ao nível operacional policial judiciário. Por isso que é necessário que haja apenas uma porta de entrada na organização, com todos iniciando por baixo para progredir numa única carreira, passo a passo, com merecimento por seus esforços. O ser humano nasce criança, atinge a juventude, depois o nível adulto e por último a velhice. Em tudo vemos uma escala natural no mundo dos seres vivos. Não existem duas estruturas na escala dos seres vivos. Cair de pára-quedas como dirigente é afrontar a lógica, é valorizar o artificial e desvalorizar o aspecto natural, é instituir a arena da EXPERIÊNCIA Versus COMPETÊNCIA, situação já abolida nas empresas multinacionais e transnacionais que trabalham a gestão por competência integrada com a gestão de pessoas numa estratégia de configuração empresarial.
Os profissionais crescem quando a equipe é nivelada nos mesmos campos de conhecimento e de experiência, em especial de policia judiciária e isso exige um líder de equipe com a competência de ver nos seus pares os assessores adequados para cada tarefa a ser executada. Essa configuração não existe nas Polícias Civis porque o delegado não vê no agente um membro de equipe, porque são carreiras distintas e o trabalho em equipe cai por terra, é apenas contingente, porque os pares do delegado são apenas os delegados. É a brecha por onde a água adentra pelo navio, mencionado acima.
O que se tem é equipes de delegados e equipes de agentes. Exemplo prático disso são as entrevistas na mídia em razão do sucesso de operações policiais, nas quais não se vê a equipe de agentes, estes não aparecem. Apenas os delegados ficam perfilados frente à mídia e, às vezes, nem é citada a participação de agentes no trabalho.
Esse comportamento “hitleriano” de caserna corporativa imprime um sentido de holocausto preconceituoso que mata a imagem dos agentes de polícia, abrem-se enormes cavas para sepultar de vez qualquer pretensão de visibilidade de “estranhos”, numa discriminação institucionalizada até nos estatutos policiais. A carreira única é a expressão do todo, dos membros de um conjunto para reafirmar a visibilidade do verdadeiro trabalho de equipe, em uma estratégia de configuração empresarial.
Implantação da imagem corporativa (elemento anímico)
Abrindo parêntese, novamente, outra tese é o fato de que a Polícia Civil não é polícia de segurança pública, não devendo fazer parte de secretarias de segurança pública e sim de secretarias de justiça, visto que seu trabalho é auxiliar o Poder Judiciário. Porém, é um problema cultural de concepção orgânica da estrutura de Estado, não cabendo aqui desenvolver maiores comentários. Mas há uma saída inteligente com a implantação de uma imagem corporativa para reforçar seu deslocamento orgânico e dar publicidade à sua atividade judiciária.
As Polícias Civis, em regra, não desenvolvem planejamento estratégico. Por isso, qualquer atitude que se tome parecerá ser a melhor, lembrando a passagem acima entre Alice e o Gato. Já que é difícil atingir toda a dimensão que se exige na meta geral de um planejamento estratégico para a Polícia Civil, pelo menos então que se faça o planejamento em fases, pontuando os elementos críticos de maior risco para neutralizar os pontos fracos do ambiente institucional. Se no momento o risco é a usurpação das funções de polícia judiciária motivada pelas Policias Militares, a necessidade é focar no conceito de polícia judiciária de forma visual, criando uma imagem corporativa eficaz.
Andamos pelas ruas e vemos publicidade, vemos televisão, lemos jornais, revistas e tudo o mais que nossa percepção visual pode sentir e apreender conceitos. O apelo comercial é constante, massifica a mente sobre nossas necessidades pessoais. Para valorizar a função de polícia judiciária e impregná-la no imaginário popular e social, somente é necessário criar um planejamento específico para a implantação da imagem corporativa nas Polícias Civis, utilizando o design gráfico de maneira integrada e como diferencial estratégico na definição de um programa de identidade visual. A criação de um manual de imagem gráfica empresarial, integrando peças gráficas de comunicação da Polícia Civil e suas aplicações é o que vai expressar a imagem da organização dimensionando taticamente o serviço de polícia judiciária.
É irrelevante valorizar o termo “Polícia Civil” para a sociedade. É um termo que nada diz por que não está vinculado a um decodificador gráfico nos materiais e nas respectivas marcas das instituições. Esse decodificador deve ser a função judiciária. Onde está a decodificação no imaginário social? Para não me alongar e ser cansativo, digo apenas que ao implantar a carreira única, os profissionais de polícia precisam de uma definição funcional que motive atitude de engajamento positivo, como quem afirma: “Sou polícia judiciária e preciso mostrar isso para a sociedade”.
Esta aí a contribuição para agregação de valor de um dos itens da imagem corporativa para as Polícias Civis, para fazer crescer intelectualmente a instituição e a própria sociedade que vai incorporar mentalmente o termo judiciário. É a característica que pode diferenciar a organização em relação às outras polícias, seu comportamento frente a diversas situações e questões, o que ela é e também o que pode ser. Esses conceitos podem ser aplicados para alavancar tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Federal do Brasil. O fortalecimento das polícias judiciárias passa pela implantação da carreira única, ou como estratégia de sobrevivência para as Polícias Civis ameaçadas pela ganância de poder das Polícias Militares, ou como estratégia de crescimento para a Polícia Federal.
(*) Escrivão de Polícia da Polícia Civil do RS e Diretor Sindical do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do RS.
5 comentários »OS DEZ COMPROMISSOS DO POLICIAL
OS DEZ COMPROMISSOS DO POLICIAL
Primeiro
Prometo cuidar da minha integridade física, do meu aprimoramento mental e do meu esclarecimento espiritual, buscando sempre o ponto de equilíbrio.
Segundo
Prometo amparar os meus familiares, protegendo todos eles, encaminhando cada um para uma vida honesta, digna e construtiva.
Terceiro
Prometo auxiliar os meus amigos, vizinhos e colegas de trabalho, orientando-os com bom-senso, firmeza e humildade, cooperando nas atividades esportivas e sociais.
Quarto
Prometo ser um exemplo positivo para as crianças e os adolescentes, transmitindo-lhes confiança, respeito e consideração.
Quinto
Prometo apoiar os idosos, co-participando dos movimentos assistenciais, motivando-os para a jornada da vida, como espero um dia também ser ajudado.
Sexto
Prometo obedecer aos meus superiores hierárquicos, dentro do estrito e honrado cumprimento do dever legal, pela segurança pública e bem-estar social.
Sétimo
Prometo defender todos os cidadãos, independente de raça, cor, religião e classe social, respeitando cada um como devo ser tratado.
Oitavo
Prometo combater todos aqueles que transgridem as leis, nos limites dos preceitos que elas emanam, conduzindo-me pelos padrões de conduta ética e moral.
Nono
Prometo reverenciar todos os símbolos pátrios, obediente aos superiores princípios da justiça humana que comandam todos os meus atos, aos ditames das leis divinas que me orientam.
Décimo
Prometo servir ao meu País, aos poderes constituídos, curvado às Leis da Natureza, à minha consciência e a Deus, pela paz e progresso de todo o povo.
Marcos Garzon
1 comentário »Autoridade e Poder
É comum confundir-se poder com autoridade.
AUTORIDADE é força moral - independe do poder.
É fruto da honestidade de propósito, competência e amor a uma causa. É essa força que gera confiança e faz com que a ordem dada ou decisão tomada seja não apenas obedecida, mas aceita, respeitada e bem cumprida !
Em regra, as pessoas se embriagam, ficam cegas e orgulhosas com o poder.
Embriagadas, elas se sentem donas absolutas da situação e donas da verdade; passam então a dar “lição de moral” a Deus e ao mundo.
Cegas, elas, sobretudo, nÃo se enxergam e nÃo enxergam nem aceitam a realidade; nÃo enxergam que podem estar sendo levadas a cometer os maiores despropósitos.
Orgulhosas, elas se julgam carismáticas, se sobrepoem a tudo e isola-se em si mesmas.
Na verdade, poucas, muito poucas, mantém a humildade,
a simplicidade, a serenidade e a firmeza de ação !
A influência nefasta do poder nas pessoas ou, mais acertadamente, a doença e/ou fraqueza das pessoas quando no poder, leva-as a perder autoridade - liderança - força moral.
Leva-as, assim a provocar contestações, revoltas e os mais variados desencontros!
Elas, de fato, passam a ser essencialmente negativas !
Quando a pessoa se acha cheia de poder, na verdade não tem nenhuma autoridade !
DO LIVRO
Quebrando o Gelo, Rompendo as Amarras -
J. CONDURU
Colaborou
Nena Bertoni
Sem comentários »E assim.. Deus criou um policial.
Deus estava criando o Policial.
Ele estava no sexto dia de horas extraordinárias, quando aparece um Anjo e lhe diz:
- O Senhor está levando muito tempo nessa criação!
E Deus responde:
- Você já viu o que os humanos me pedem neste modelo? Um policial tem que poder correr 10 km por ruas escuras, subir por paredes, entrar em casas que nem um fiscal de saúde pública ousaria chegar perto… e tudo isso sem sujar, manchar ou amassar o seu uniforme! Tem que estar sempre em boa forma física, quando nem sequer lhe dão tempo para comer. Tem que investigar um homicídio, buscar provas nessa mesma noite e, no outro dia, ir até um tribunal prestar depoimento. Acho que vai ter que ter seis braços…
- Seis braços? Impossível!
- Não são os seis braços os que me incomodam. São os três pares de olhos.
- Até isto também? Três pares?
- Sim, um par com raios-x para poder ver o que os criminosos levam escondido ou onde se escondem, outro par ao lado da cabeça para poder cuidar de seu companheiro e outro para poder olhar para uma vítima que esteja sangrando e poder dizer a ela que tudo sairá bem, quando sabe que isto nem sempre corresponde á verdade. Tem até um modelo que é capaz de acalmar ou dominar um bêbado de 150 kgs sem nenhum incidente e, ao mesmo tempo, manter uma família de cinco pessoas com seu pequeno salário.
- Mas ele pode pensar?
- É claro que pode! Pode investigar, buscar e prender um criminoso em menos tempo que levam cinco juízes discutindo a legalidade dessa prisão e, além disso, tem muito controle de si mesmo. Pode suportar as cenas de crime às portas do inferno, consolar a família de uma vítima de homicídio e, no outro dia, ler nos jornais como os policiais são insensíveis aos direitos humanos dos criminosos. E não é só isso…
O anjo olha para o modelo, passa os dedo pelas pálpebras da criação e fala para Deus:
- Tem um vazamento nesse aqui, e sai água.
- Não é água, são lágrimas…
- Mas por que lágrimas, se ele tem que ser tão forte?
- São por todas as emoções que carrega dentro de si, por um companheiro caído, por um pedaço de pano chamado bandeira e por um sentimento chamado Justiça.
- O Senhor é um gênio!” - Responde-lhe o Anjo.
- Na verdade, caro anjo, já me decidi. Vou ter que esquecer os seis braços e os três pares de olhos. E sabe por que? Porque eu lhe dei lágrimas, e elas brotam de sentimentos. PORTANTO ELE É SIMPLESMENTE UM HOMEM!”.
Colaborou
Nena Bertoni
1 comentário »Unidos na Defesa do Policial Civil
Quem poderá ser contra a nossa esperança? Os nossos algozes passarão, a nossa esperança será eterna. E em breve, em um futuro próximo seremos uma polícia eficiente e voltada para o atendimento prioritário ao cidadão, não seremos mais explorados politicamente, e os traidores de hoje, no amanhã, também serão lembrados como traidores do passado, a historia lembrará permanentemente somente daqueles que tiveram perseverança e coragem para não se venderem por qualquer moeda, por qualquer papel.
No momento temos que aproveitar esta oportunidade impar, para lançar luz nesta falência em que estamos sucumbidos, e conclamar a todos os policiais civis para jamais permitir a exclusão, de nenhuma forma e por ninguém, assim sendo, passo a compartilhar o seguinte fato: no dia 03.10.2009, na cidade de Timon-MA o pseudo-radialista Carlos Silva da rádio Maranhão FM, possivelmente uma emissora clandestina ou algo que o valha, veiculou através das ondas médias desta emissora que existem policiais civis recebendo dinheiro de traficantes, fato este que já seria de conhecimento do Secretário de Segurança Pública e da maioria da população da cidade, e foi além na sua sanha de enlamaçar a honra daqueles que sempre honraram o Maranhão, ao dizer que inclusive o policial civil Chico Moura teria sido afastado das suas funções, no entanto o radialista não declinou os motivos específicos, mesmo sabendo através de informações precisas que a respectiva emissora tem um baixo nível de audiência, ainda assim, o estrago foi feito e maculou todos os policiais civis lotados na regional, fato este inadmissível.
Como sei que a nível de instituição tudo ficará como “dantes no quartel de Abrantes”, e que a SECOM da SSP só serve para propagar o que faz e o que não faz o titular da pasta, não constrói uma só frase na defesa do policial, temos que nos defender sozinhos, e rejeitar categoricamente qualquer ofensa moral ou maculação institucional, não podemos e não devemos aceitar esses fatos como normais, temos que nos unir nestes momentos e fortalecer o colega execrado, pois assim estaremos defendendo também a policia civil, tão carente de ações desprovidas de interesses pessoais e sanguessugas de plantão.
Parece que ainda existe espaço para um debate construtivo que é o que a polícia e a sociedade precisa, unidos em busca de políticas públicas que possam trazer a compreensão de que a criminalidade tem como nascedouro as entranhas da própria sociedade, ambiente este que é extraído o trabalhador policial, raiz e fruto de todas as desigualdades, de onde vem o policial civil? Quais foram os caminhos trilhados até o desaguar neste rio tortuoso da nossa polícia? Somos felizes ou fazedores de ilusões? Quem cuida dos nossos alcoólatras e dos nossos diabéticos? As nossas trincheiras estão temporariamente interrompidas e não podemos parar e temos que nos defender a nos mesmos, muitas vezes de forma equivocada e singular. Temos que gritar e pedir ajuda e buscar a esperança destroçada que muitas vezes se quer percebemos, refém que somos temporários do arbítrio e da violência silenciosa…
Esse texto talvez sirva como involuntária contribuição a um debate hoje na ordem do dia, como poderemos defender a sociedade se sequer sabemos nos defender, e aceitamos agressões aviltantes como se fossem simples discussões domesticas que no dia seguinte tudo se resolve, não podemos aceitar! E diante desses fatos, e da violência expressada já determinei ao Dr. James Lobo, Advogado do SINPOL para Caxias e Timon e orientei o diretor do Sindicato da regional, o companheiro Joelio Borges, providencias imediatas para que o radialista seja responsabilizado civilmente e criminalmente, e tudo o que for necessário e providencial para se fazer justiça.
Deus ofereceu ao homem a capacidade de pensar, aprender, evoluir e refletir para o exercício das suas escolhas. O homem exercita o livre arbítrio de acordo com as leis do estado, da sua fé e da sua consciência.
Texto de total responsabilidade
De Amon Jessen
Presidente do SINPOL
Data: 16.10.2009
Fonte: SINPOL-MA.
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