Unidos na Defesa do Policial Civil
Quem poderá ser contra a nossa esperança? Os nossos algozes passarão, a nossa esperança será eterna. E em breve, em um futuro próximo seremos uma polícia eficiente e voltada para o atendimento prioritário ao cidadão, não seremos mais explorados politicamente, e os traidores de hoje, no amanhã, também serão lembrados como traidores do passado, a historia lembrará permanentemente somente daqueles que tiveram perseverança e coragem para não se venderem por qualquer moeda, por qualquer papel.
No momento temos que aproveitar esta oportunidade impar, para lançar luz nesta falência em que estamos sucumbidos, e conclamar a todos os policiais civis para jamais permitir a exclusão, de nenhuma forma e por ninguém, assim sendo, passo a compartilhar o seguinte fato: no dia 03.10.2009, na cidade de Timon-MA o pseudo-radialista Carlos Silva da rádio Maranhão FM, possivelmente uma emissora clandestina ou algo que o valha, veiculou através das ondas médias desta emissora que existem policiais civis recebendo dinheiro de traficantes, fato este que já seria de conhecimento do Secretário de Segurança Pública e da maioria da população da cidade, e foi além na sua sanha de enlamaçar a honra daqueles que sempre honraram o Maranhão, ao dizer que inclusive o policial civil Chico Moura teria sido afastado das suas funções, no entanto o radialista não declinou os motivos específicos, mesmo sabendo através de informações precisas que a respectiva emissora tem um baixo nível de audiência, ainda assim, o estrago foi feito e maculou todos os policiais civis lotados na regional, fato este inadmissível.
Como sei que a nível de instituição tudo ficará como “dantes no quartel de Abrantes”, e que a SECOM da SSP só serve para propagar o que faz e o que não faz o titular da pasta, não constrói uma só frase na defesa do policial, temos que nos defender sozinhos, e rejeitar categoricamente qualquer ofensa moral ou maculação institucional, não podemos e não devemos aceitar esses fatos como normais, temos que nos unir nestes momentos e fortalecer o colega execrado, pois assim estaremos defendendo também a policia civil, tão carente de ações desprovidas de interesses pessoais e sanguessugas de plantão.
Parece que ainda existe espaço para um debate construtivo que é o que a polícia e a sociedade precisa, unidos em busca de políticas públicas que possam trazer a compreensão de que a criminalidade tem como nascedouro as entranhas da própria sociedade, ambiente este que é extraído o trabalhador policial, raiz e fruto de todas as desigualdades, de onde vem o policial civil? Quais foram os caminhos trilhados até o desaguar neste rio tortuoso da nossa polícia? Somos felizes ou fazedores de ilusões? Quem cuida dos nossos alcoólatras e dos nossos diabéticos? As nossas trincheiras estão temporariamente interrompidas e não podemos parar e temos que nos defender a nos mesmos, muitas vezes de forma equivocada e singular. Temos que gritar e pedir ajuda e buscar a esperança destroçada que muitas vezes se quer percebemos, refém que somos temporários do arbítrio e da violência silenciosa…
Esse texto talvez sirva como involuntária contribuição a um debate hoje na ordem do dia, como poderemos defender a sociedade se sequer sabemos nos defender, e aceitamos agressões aviltantes como se fossem simples discussões domesticas que no dia seguinte tudo se resolve, não podemos aceitar! E diante desses fatos, e da violência expressada já determinei ao Dr. James Lobo, Advogado do SINPOL para Caxias e Timon e orientei o diretor do Sindicato da regional, o companheiro Joelio Borges, providencias imediatas para que o radialista seja responsabilizado civilmente e criminalmente, e tudo o que for necessário e providencial para se fazer justiça.
Deus ofereceu ao homem a capacidade de pensar, aprender, evoluir e refletir para o exercício das suas escolhas. O homem exercita o livre arbítrio de acordo com as leis do estado, da sua fé e da sua consciência.
Texto de total responsabilidade
De Amon Jessen
Presidente do SINPOL
Data: 16.10.2009
Fonte: SINPOL-MA.
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